quinta-feira, 9 de novembro de 2017

-Voltando com o BLOG-



Oi oi meus amores, resolvi voltar com tudo com blog, estou preparando varias coisas para vocês.

Mas resolvi começar com texto que estava nos rascunhos por aqui, realmente não lembro em que momento eu o escrevi, mas gostei do que vi quando reli o conteudo. Espero que gostem. 

Volto logo, beijos!








Resultado de imagem para menina olhando paisagemEu costumava  dizer que nada estava bom, que nada estava certo, e que eu preferia estar em outro lugar do que estar  naquele.
Um  sentimento  tão  equivocado esse, da falta de  saber reconhecer as coisas boas da vida.
A gente sempre teve a mania de reclamar dos  machucados da vida, dos  joelhos ralados, dos choros, das cintadas e dos ossos quebrados. Mas se tivemos a  oportunidade de estar ali para fazer o que quer que seja,  é porque estavamos com  saúde e bem.
Até porque a gente  não rala o joelho parado, a gente rala o joelho,  jogando  bola, correndo, andando de  bicicleta, a gente se machuca, quebra os ossos brincando.
E quem  não  é feliz brincando?
Eu sempre soube aproveitar essas coisas gostosas da vida de  criança, esse descompromisso de tudo.
Mas eu  não sabia  reconhecer que eu era muito feliz,  até porque eu, apesar de tudo, reclamei.
A gente reclama das coisas ganhas, da merenda escolar, das roupas dos  primos.
Mal sabia  nós, que iriamos  ter que  decidir se levava a  maçã ou o  feijão, porque estava tudo caro. E que as roupas  não  são eternas, e  não duram anos e anos, e que a  indústria da moda se  atualiza a cada semana, e que a roupa que eu compro  hoje,  amanhã ja  é  ultrapassada.
Mal sabiamos que era  tão bom, vestir a mesma roupas que os primos,  só pra que quando  velhos podermos juntas as fotos das   criançada que usou aquela  peça.
E isso  é divertido!
Eu me  entristeço, em saber como a  geração de agora esta  tão adiantada, triste saber que uma menina de onze ja menstrua, uma de doze ja namora e a garota de quatorze ja carrega no colo seu filho.
Eu menstruei com quatorze, ainda achando muito cedo para  aquilo.
Eu com quatorze nem  havia dado meu  primeiro beijo. Com quatorze eu jogava bola com os muleques.
E triste foi quando me disseram "  Você ja  é uma mocinha"
Que tristeza saber que eu  não poderia correr com eles na rua, so porque alguma coisa havia mudado no meu corpo.
Mas naquela  época eu ficava com vergonha quando isso acontecia, quase morri para contar pro meu pai sobre isso.
Hoje em dia  não, na  época de escola, eu  deixava meu absorvente no estojo de  lápis mesmo, e nem me incomodava quando algum  menino iria mexer nele.
Nessa  época, eu pedia para ir ao  banheiro, e quando era negada, ja soltava o verbo.
" E  você vai vir limpar a cadeira toda suja?" E ainda  balançava o pacotinho na  mão. Que era para o professor se  tocar da  urgência.
Que  mudança  drástica, da menina que  não corria com os muleques por causa disso, que tinha vergonha  até de chegar perto das pessoas, para virar uma porra loca.
Porque isso  não pode ter outro nome.
Eu reclamava de ter que entrar para dentro da casa, tomar banho e jantar.
Tudo  porque eu queria brincar mais e mais.
E hoje eu  conto os minutos para  chegar em casa e tomar um banho relaxante.
  Não porque eu  não gosto do mundo, claro, o mundo precisa mudar e muito, mas eu contava os minutos para  descansar.
 Eu  não  quero fugir da vida e de viver, e quero chegar logo o momento em que eu vou poder deitar a  cabeça no  travesseiro, e passar um "video" do meu dia na minha mente, so para eu ter  certeza que  aproveitei tudo o que podia.

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